segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Revisão da anistia

Os anos 60 e 70 em nosso país foram de transformações, turbulência e acima de tudo truculentos, principalmente pelos aparelhos do estado, que nesta época estavam nas mãos fortes e duras do nosso exercito.

Muitas prisões ocorreram que na maioria das vezes eram usadas práticas de torturas para que os prisioneiros confessassem um crime, delatassem um companheiro ou até mesmo alguma conspiração contra o governo, algumas resultaram em mortes, outras em seqüelas físicas e mentais. Exílio forçado, expulsão de seu país e até mesmo fuga nas escuras também foram conseqüência desta mão forte da ditadura da época. Criou-se uma geração de sem pátria.

Todos estes fatos causaram feridas profundas, tanto nos personagens que sofreram com os crimes do estado, como para nossa sociedade, que foi cerceada de liberdade e a nação que teve um atraso significativo de valores intelectuais e democráticos.

Prestes há completar 30 anos, a lei da anistia, que trouxe de volta de os filhos do expulsos de sua pátria, os direitos políticos de milhares de pessoas e o inicio da reabertura política democrática brasileira, hoje é motivo de debate e reflexão e não de comemoração. A nossa anistia foi total, até de mais, inocentou inclusive os assassinos, bandidos e torturadores da ditadura militar.

Neste tempo todo, a sociedade brasileira preferiu colocar um curativo nas tremendas feridas que o regime da época impôs a todos os homens e mulheres que foram presos, torturados, expulsos do país e até mortos. Uma forma covarde ou cínica de tratar um crime contra a Humanidade, conforme a interpretação da ONU, que é a tortura.

É muita hipocrisia falar, que já foi feito, esta feito, não podemos aceitar passivamente. É por causa desta atitude é que nossas delegacias estão cheias de torturadores do estado (policiais), em nossa sociedade a um sentimento de impunidade. A anistia dos torturadores deixou mais que apenas marcas em sua vitimas, no nosso cotidiano nos faz pensar que o estado, os seus agentes e pessoas ricas podem tudo, inclusive cometer crimes contra a Humanidade.

Como queremos construir uma sociedade mais justa igualitária e democrática se deixamos passar sem problemas pela historia os algozes de um tempo. Mas vale a pena lembrar que os primeiros que devem ser trazidos para esse julgamento público não são os soldados ou os comandados que torturaram, mas sim os mandantes, os comandantes, estes sim, são com certeza os maiores responsáveis pelas atrocidades a uma geração inteira de nossa nação.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Um Dia Ruim

Tem dias que a nossa vontade é de não sair da cama, de casa menos ainda. Tudo da errado, irritação á flor da pele, impaciência incomum, desconcentração, a uma sensação que todos estão contra voçe, é dos aquele dias que voçe acorda com o chamado pé esquerdo, é como se tivéssemos pisado num rastro de corno, nada da certo.

O que fazer neste dias? È uma pergunta que nunca consegui responder. Tentei quase tudo, passar o dia dormindo, escondido de baixo de minhas cobertas, ficar o dia inteiro vendo os programas interessantes na TV, ler um bom livro, apesar que de o dia ser tão ruim, o livro acaba se tornando um saco, passar o dia andando pelas ruas sem sentido, tomar umas cervejas, ocupar a cabeça de alguma forma. Nada disso funciona.

O jeito, muitas vezes é contar as horas do dia se acabarem, e esperar um novo dia. Dizem que não há mais nada melhor que um dia após outro. mas se for ruim como este eu quebro a cara de quem vier me falar isso!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

QUE SE FAÇA O MUNDO!

As vezes fico pensando como o mundo foi criado, será mesmo que Deus, o fez em 6 dias e no sétimo descansou, e no restantes do dia do mês, ficou descansando na Bahia? ou foi o Big Ben, ou a queda de um meteoro na terra que transformou o nosso planeta.


Eu mesmo não sei, só que este debate, sem nós nos tocarmos, transpassa pelo nosso cotidiano de diferentes formas. Vejamos alguns exemplos, tem pessoas que acham que todo mundo pode evoluir com o tempo, e quem tem mais tempo de vida é mais sábio, mais forte, só que os dinossauros já morrerão, eram fortes, e os golfinhos que são os mais inteligentes já estão na entrada da porta da lista de extinção.


Outros até que parece que levam a serio mesmo a criação do mundo por Deus, tanto que levam para sua vida, são pessoas de ideias geniais, filosofia, convencimento, argumentação sobre suas ideias, quase sempre convencendo a todos. ai eles pensam, pensam, e para eles, acontece, ou pelo menos deve acontecer pois eles já pensaram, foi um trabalham. a força da mente fará acontecer, simples bem simples assim, acabou.


Era tão bom se voçe verdade as duas ideias, já passei da casa dos 30 anos, e sou assim digamos, fortinho, para não dizer gordo, em tão estaria num patamar de sabedoria melhor que meus amigo. E se fosso só pensar, quero uma cerveja agora, esta lá a cerveja, aquela gata vai me olhar, me olhou, seria muito legal, sem fazer nada a não ser pensar.


Já que estou na onda, vou tentar pesar que sou um grande escritor. KKKK



sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Difícel missão de escrever num blog

O chato de ter um blog é que as vezes lhe falta assunto para poder atualiza-lo. voçe fica vários minutos na frente da tela do computador pensando, pensando e não sai nada, voçe se sente obrigado a postar algo. Alem daquela preguiça tradicional de teclar.


Mas como meu ex cunhado falava "não to fazendo nada". Então foi falar mesmo desde meu dilema de escrever ou não escrever. Todos os dias, desde que criei este blog, eu o olho, e muitos outros também, o meu meio tímido ainda com 3 ou 4 postagens, os outros bem transados, alguns bonitinhos, inteligentes, outros não mais retornáveis, são milhares, milhões.


Sempre me pergunto, para que ter um blog? Por que tantos? Há varias explicações, mas para mim é bem simples, é o único espaço real que posso escrever as minhas besteiras, do meu jeito, o que penso. Não é lá estas coisas mas é meu.


Para os outro pode ter até muitas outras explicações, algumas mais sociológicas, comunicacionais, informativas ou até auto promoção, tanto faz, o que importa é que estes blogs são um espaço de livre pensar, sem os olhares preconceituosos do mundo do senso comum (Até por que, alem do Alexandre, ninguém lê mesmo, kkk).




terça-feira, 4 de novembro de 2008

Oba! Obama


Neste dia 4 de novembro, ocorrem as eleições presidenciais estadunidenses, á uma grande perspectiva pelo resultado, já que é a maior potencia no mundo, e aqui no Brasil não é diferente.

Mas por que tanta torcida por Obama… tirando Israel, eu acho, a maioria dos outros paises torce por ele. Será por ser o possível primeiro presidente negro, ou talvez por ter familiares mulçumanos, podendo assim ter um melhor dialogo com as outras religiões ou será por ele ter sido um brilhante advogado do movimento social americano?

A verdade não seu, mas que a um certo humor inglês, se Obama se eleger mesmo presidente é um grande tapa na cara no conservadorismo americano, até a década de 60 os negros não tinha voz e vez na sociedade americana, o que dizer no ante semitismo americano nos mulçumanos, um ação feita desde de seus agentes políticos até seus produtores culturais americanos com seus filmes discriminatórios de uma religião, e os movimentos sociais, não mais identificação com as concepções socialistas que os movimentos sociais de defesa dos mais desfavorecidos.
A Vitória de Obama é a confirmação que os estados Unidos não é o mesmo, ele foi invadido definitivamente, pelos latinos, pelos africanos, pelos asiáticos, pelos europeus do leste, pelos mulçumanos, mais ainda pela tolerância. É definitivamente um país de imigrantes o que o mundo todo já sabe, só agora o povo estadunidense esta caindo na real.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Pato indigesto

Em meio a mais uma crise financeira, de um capital virtual que ninguém vê e não se encontrar em nenhum bolso de um brasileiro comum, vivemos aterrorizados pelas suas inúmeras possibilidades de problemas que pode nos ocorrer.
As manchetes dos jornais escritos e tele visionados são sempre as mesmas "Crise financeira América pode afetar o Brasil", e nos pobre seres comuns logo ficamos preocupados e nos antecipamos para nos justificar o que não poderemos fazer por um tempo.
A crise é la nos Estados Unidos e nos é que ajudaremos a pagar o pato. É complicado, mas é uma verdade, se fosse ao contrario, seria "se vira mané". Já que esta conta também vai ser minha, me serve este prato bem quentinho com um molho Rose, alcaparas e bastante pimenta e nada de agua, é para ficar bastante vermelho e a ardência durar o máximo só para lembrar deste pato indigesto.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Cultura de paz. Legal. O que é isso?

Este século vinte um o debate sobre a violência é intenso, suas causas, seus efeitos, suas evoluções, suas soluções seus aspectos em geral, os culpados. Nunca a mídia, a classe media a sociedade civil em geral discutiram a segurança como a atualidade. Até parece que é um fato novo, deste século e sem precedentes, algo que nasceu recentemente e atinge a moral, os bons costumes e sobrevivência da família brasileira de bem.

Esquecemos dos anos 60 e 70 da violência da ditadura, das guerrilhas urbanas e dos morros e favelas do rio que cada vez mais nesta época cresciam e tornavam-se bolsões de pobrezas e exclusão, os grandes assaltantes já se refugiavam com a cumplicidade dos moradores que eram recompensados com mercadorias roubadas doadas a eles já que para muitos era a única forma de ter algo para comer no isolamento das favelas. Na própria Revista Veja de 1980 já estampava capas com fotos de casas totalmente gradeadas e dizem que os cidadãos estavam presos nelas. Em Fortaleza, no bairro do pirambu, grupos de policiais matavam jovens, geralmente ligados à criminalidade, mas também apenas por rixas pessoais, sem causar furor na sociedade e na mídia.
Em São Paulo e novamente no Rio chacinas de jovens moradores de favelas se tornam comuns muitas, vezes sem nenhum antecedente criminal, a repercussão foi um pouco maior já que instituições internacionais de direitos humanos se preocuparam com o caso. Quando morei em Novo Hamburgo no Rio Grande do Sul em 1992, os taxistas tinham cabines de proteção para separa o motorista dos passageiros já no intuito de prevenir assaltos. Assaltos à mão armada nesta época já eram comuns.

Já no Recife que visitei 1996 jovens de 14 ou 15 anos andavam armados e o consumo das drogas era feitos no meio das ruas da periferia livremente. E em Fortaleza nas saídas dos bailes funks arrastões nas madrugadas, gangues nas escolas publicas e nos bairros da periferia. Nas mercearias das periferias, grades para se protegerem dos ladrões. Nesta época os jovens já eram as maiores vitimas das armas.

E é só agora, depois de tudo isso que já passou e os sinais não foram poucos, a sociedade questiona a violência, mas o que tem de igual esta violência de hoje com das décadas atrás é somente a própria violência, mas as pessoas, os bairros, as classe sociais são outras, eram as favelas do Rio, São Paulo, Fortaleza, Recife ou trabalhadores simples jovens pobres, negros que sofriam esta violência e ninguém se mobilizava, até tinha um ar de espanto e credulidade, mas era até normal os comentários, - se foi assassinado é por que fez alguma coisa de errado, ou - porque mora na favela?

Talvez seja esta cultura de paz que queremos a que não chegue à violência perto de nós, talvez nas favelas nos bairros periféricos de preferência longes de nossas casas e que os nossos empregados não se “envolvam” com ela, a violência, assim não nos incomodam os nossos lindos dias e podemos viver alegremente nossa diferença social, pobres e miseráveis lá do outro lado, na exclusão total, e nós em nossos apartamentos e casarões a beira mar e vivermos novamente despreocupados com os problemas dos outros que acabam nos atingindo.

Dá muito trabalho nos tocar que essa violência existe e que temos de fazer algo para diminuirmos esta exclusão e que o problema não é de quem vive nas favelas e do governo que deixou existi-las. E sim da nossa cegueira sobre os problemas. É Essa é a cultura de paz que queremos?